Mariana dos Santos Candido morreu
nesta quarta (29) após realizar colonoscopia em hospital
na zona Leste de São Paulo • Arquivo Pessoal
Mulher que morreu após colonoscopia em SP estava
com medo do exame, diz tia – VÍDEO
Mariana
dos Santos Candido, de 41 anos, morreu nesta
quarta (29), em hospital na zona Leste de São
Paulo, após ter o intestino perfurado durante
o exame.
31/07/2026
(CNN
Brasil) - A mulher de 41 anos que morreu, nesta
quarta-feira (29), após ter o intestino perfurado
durante uma colonoscopia na zona Leste de São
Paulo, afirmou à tia que estava com medo de
realizar o exame.
A vítima, Mariana dos Santos Candido, tinha
41 anos e realizou o exame pela primeira vez
na vida na terça-feira (28), no Hospital Municipal
Professor Doutor Alípio Corrêa Netto, no bairro
Ermelino Matarazzo.
A tia de Mariana, Mara Pongelupi, contou à CNN
Brasil que o exame de rastreamento era realizado
rotineiramente pelos membros da família após
os 40 anos, devido ao histórico de câncer de
reto.
Assim, a mulher aguardava para realizar a colonoscopia
pela primeira vez há cerca de um ano. No dia
anterior, porém, Mara recebeu uma ligação da
sobrinha, afirmando que estava "morrendo
de medo" do exame.
A mulher de 41 anos trabalhava como agente de
organização escolar e vivia com a mãe e seus
três filhos, dois meninos, de 19 e 15 anos,
e uma menina de 9 anos. A tia afirma que Mariana
era o "alicerce da casa" e representava
"tudo" para a família.
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O
dia do exame
Segundo a tia, Mariana estava bem antes de ir
até o Hospital Municipal Professor Doutor Alípio
Corrêa Netto, no bairro Ermelino Matarazzo,
para realizar a colonoscopia, acompanhada de
sua mãe e sua filha de 9 anos.
As duas aguardaram enquanto o exame era realizado,
mas notaram uma demora incomum. Quando o exame
terminou, Mariana foi tirada às pressas do local
e levada para a sala de cirurgia. A mãe de Mariana
foi informada de que o intestino dela havia
sido perfurado, e que foi necessário realizar
uma cirurgia urgente.
Mara conta que as explicações foram curtas e,
após seis horas de cirurgia, a cirurgiã responsável
afirmou que 50% do intestino de Mariana foi
prejudicado e que ela estava em estado grave,
sugerindo que os familiares rezassem por ela.
Mariana saiu da UTI (Unidade de Terapia Intensiva)
entubada, em coma induzido e com ventilação
mecânica. Na quarta-feira, por volta de 13h,
a mulher faleceu.
A tia da vítima relata que a família não sentiu
nenhum apoio do hospital e da equipe. "Fomos
pedir satisfação pro hospital, o hospital falou
que era um laboratório terceirizado, que o médico
era terceirizado. Não quis dar o nome do laboratório,
do médico e, batendo nas costas da minha irmã,
eles simplesmente pediram desculpa. Até agora
ninguém procurou a família", diz Mara.
Ainda segundo o relato, a mãe de Mariana ficou
muito nervosa ao descobrir sobre a morte da
filha. Ao ver que a mulher gritava, a equipe
pediu que ela se retirasse do hospital.
O que dizem as autoridades
Em nota enviada à CNN Brasil, a SMS (Secretaria
Municipal da Saúde) lamentou a perda e afirmou
que a direção da unidade está à disposição da
família.
Segundo o órgão, o caso está sendo apurado em
conjunto com a chefia de endoscopia e cirurgia
do hospital.
Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública
de São Paulo), foi solicitada a remoção do corpo
do hospital para o IML (Instituto Médico-Legal),
onde será realizada a necropsia.
O caso foi registrado como morte suspeita, sem
indícios de criminalidade, no 62º Distrito Policial.