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Barbárie sem fim: Corpo de mulher morta pela
ex-companheiro é violado por três homens em
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17/04/2026 |
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(Bnews)
- Três dias após ser morta pelo ex-companheiro,
diante da própria filha, Vera Lúcia da Silva,
41 anos, voltou a ser alvo de violência, mesmo
depois de sepultada.
Segundo a Polícia Civil, o túmulo onde ela foi
enterrada, no cemitério de Eldorado, no sul
de Mato Grosso do Sul, foi violado durante a
madrugada entre terça (14) e quarta-feira (15).
A cena encontrada no local chocou até quem está
acostumado com rotina de perícia. O corpo tinha
indícios de necrofilia. De acordo com o Correio
do Estado, a suspeita ainda depende de laudos
técnicos mais detalhados, mas os primeiros sinais
já indicavam que a violação não se limitou à
retirada do cadáver.
Para a família, ainda atravessando o impacto
do feminicídio, a notícia caiu como mais um
golpe difícil de assimilar. O enterro havia
acontecido poucos dias antes. Nem houve tempo
de elaborar o luto.
Há indícios de que pelo menos três homens participaram
da ação. Eles teriam invadido o cemitério durante
a noite, aberto a sepultura e retirado o corpo.
Até agora, ninguém foi identificado ou preso.
O que começou como um crime brutal dentro de
casa ganhou contornos ainda mais perturbadores
fora dela. A polícia agora trata o episódio
também como violação de sepultura e vilipêndio
de cadáver, enquanto tenta esclarecer quem está
por trás da invasão.
Violência que não cessou
Vera é a décima vítima de feminicídio registrada
no estado em 2026. O crime ocorreu no último
domingo (12), no bairro Jardim Novo Eldorado,
quando voltava para casa com a filha, de 9 anos.
O ex-companheiro, que não aceitava o fim da
relação, apareceu no local e atirou duas vezes.
Em seguida, tirou a própria vida no quintal.
A criança viu tudo.
O relacionamento havia durado mais de uma década.
Terminou, mas não se encerrou de fato: havia
histórico de agressões e medidas protetivas
em vigor. Ainda assim, o desfecho foi o mais
previsível e, ao mesmo tempo, o mais evitável.
Servidora da área da educação, formada em Pedagogia,
Vera era descrita por colegas como alguém presente,
dedicada, dessas que fazem falta no cotidiano
da escola. Deixa quatro filhos. A prefeitura
decretou luto oficial.
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Um rastro que cresce
O número de mulheres mortas por companheiros
ou ex-companheiros em Mato Grosso do Sul chama
atenção. Em abril, o estado já alcança a marca
que, no ano passado, só apareceu um mês depois.
A lista é longa e recente. Em janeiro, duas
mulheres foram assassinadas em intervalos de
poucos dias, em Bela Vista e Corumbá. Fevereiro
trouxe mais nomes, incluindo uma jovem de 18
anos morta pelo namorado em Três Lagoas.
Março seguiu no mesmo ritmo, com crimes em Anastácio,
Dourados e outros municípios, alguns com requintes
de crueldade que chocaram até investigadores
experientes.
Antes de Vera, a subtenente Marlene de Brito
Rodrigues havia sido encontrada morta dentro
de casa, ainda fardada.
Investigação aberta
Agora, a Polícia Civil tenta responder outra
camada de violência, uma que ultrapassa o assassinato
e invade até o espaço reservado ao luto. A área
do cemitério foi isolada, vestígios foram coletados,
e a expectativa gira em torno dos laudos periciais.
Homem confessa crime
Dois homens e um adolescente, de 16 anos, foram
detidos acusados de necrofilia contra o corpo
de Vera. Um dos envolvidos contou que foi ao
cemitério para acompanhar um colega, de 16 anos.
No local, encontraram um terceiro suspeito,
que violava o túmulo com um chute. Os três retiraram
o corpo e ele foi o primeiro a cometer o ato
de necrofilia.
Fonte:
Bnews, publicado em 17/04/2026
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