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Tenente-coronel da PM da Bahia é preso suspeito
de receber R$ 286 mil para encobrir ações de
milícia no Estado |
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Oficial
é acusado pelo Ministério Público de receber
pagamentos mensais para não combater grupo que
atuava com ameaças e expulsão de comunidades
tradicionais no oeste do estado. |
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07/10/2026 |
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(g1)
- Um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia
foi preso nesta quarta-feira (7), em Santa Maria
da Vitória, no oeste do estado, suspeito de
receber R$ 286 mil de um sargento da reserva
apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA)
como chefe de uma milícia armada que atuava
na região de Correntina.
A prisão ocorreu durante a terceira fase da
Operação Terra Justa, realizada pelo MP-BA,
pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA)
e pela Corregedoria da Polícia Militar. Também
foram cumpridos mandados de busca e apreensão
em imóveis ligados ao oficial.
De acordo com a SSP-BA, Luiz
Augusto Normanha de Carvalho foi denunciado
pelo MP-BA por corrupção passiva militar. A
Justiça recebeu a denúncia e determinou a prisão
preventiva do policial. Ele foi preso em setembro
do ano passado por posse ilegal de arma, mas
foi liberado no dia seguinte.
O tenente-coronel foi comandante da 30ª Companhia
Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santa
Maria da Vitória até 2023.
Luiz Augusto era o diretor do Colégio da Polícia
Militar de Bom Jesus da Lapa, município que
também fica no oeste do estado. Conforme dados
do Portal da Transparência do Governo do Estado,
ele ganhava um salário líquido no valor de R$
20.862,18. Ele foi exonerado do cargo em setembro
do ano passado.
Segundo a acusação, o
oficial teria recebido pagamentos frequentes
do sargento da reserva, geralmente de R$ 15
mil por mês. Também teriam sido pagos
boletos de faculdade da filha do policial e
outras despesas pessoais.
O MP-BA afirma que os pagamentos tinham como
objetivo fazer com que o tenente-coronel deixasse
de combater a atuação da milícia armada na região.
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Milícia atuava em conflitos
por terra
De acordo com a denúncia, o sargento da reserva
foi condenado por chefiar um grupo que atuou
por mais de dez anos na região de Correntina.
A milícia prestava serviços de segurança privada
para fazendeiros envolvidos em conflitos fundiários
e, segundo o MP-BA, era usada para ameaçar e
expulsar comunidades tradicionais de suas terras.
Ainda conforme a acusação, o tenente-coronel
não teria apenas recebido dinheiro do grupo.
Ele também teria ajudado no funcionamento da
estrutura, inclusive na definição de escalas
de vigilantes armados.
O MP-BA aponta ainda que o oficial teria usado
a influência do cargo para favorecer a contratação
de serviços irregulares de segurança armada
para um fazendeiro da região, mesmo após a prisão
do sargento da reserva.
A prisão e as buscas fazem parte da terceira
fase da Operação Terra Justa, que investiga
a atuação de uma organização envolvida em conflitos
por terras e a possível participação de agentes
públicos no esquema.
As investigações são conduzidas pelo Grupo de
Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco) e pela 3ª Promotoria de Justiça Militar
de Salvador, em conjunto com órgãos da Segurança
Pública da Bahia.
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Casa
onde o tenente-coronel foi preso — Foto: SSP-BA |
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Fonte:
g1, publicado em 07/10/2026 |
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