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Estamos vivendo em um mundo globalizado, o qual exige
que a sociedade se democratize. Como condição
desse processo é preciso que a democracia invada
porta adentro a instituição “mola
mestre” da sociedade que é a escola,
através da eleição direta para
diretores e vices. Porém o município
de Ipirá em pleno século XXI é
obrigado a vivenciar as marcas do clientelismo político,
cabendo aos deputados, vereadores, prefeito, cabos
eleitoral e chefe do grupo político o poder
da escolha e nomeação dos diretores
e vices. Os quais exercem seus cargos de acordo com
os critérios políticos e pessoais e
não leva em consideração a democratização
da escola. Uma vez que, grande parte dos diretores
e vices, que ocupam esses cargos de “confiança”
não tem nenhuma ligação com a
escola ou com a comunidade, alguns nem são
professores, nem conhecem a problemática educacional,
outros não são do quadro municipal.
Além disso, as denúncias “afirmam
e provam” que o quadro de diretores e vices
do município é caracterizado por um
perfil muito distante da democracia, pois é
composto de pessoas autoritárias, ausentes,
arrogantes, centralizadoras e agressivas com professores,
alunos, pais e a comunidade em geral. Muito desmando,
atrocidades e casos de assedio moral com funcionários
e professores tem se noticiado, porém o poder
público municipal nada faz, deixando claro
para nós da APLB e para a população
que a secretária de educação
e o prefeito não avaliam o tipo de trabalho,
o poder de liderança e de relações
humanas do diretor e sim sua subserviência política.
A APLB, alunos, pais e população se
mobilizam, em defesa das eleições diretas.
A eleição para diretores e vices é
uma necessidade antiga, prevista na LDB, na Lei Orgânica
do Município e no Estatuto do Magistério.
A Lei já existe só precisa ser regulamentada,
porém agora essa necessidade se faz urgente
e por isso clamamos: DIRETAS,JÁ!
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