Resultado da Assembléia dos Professores da rede Municipal
 
     
A APLB Sertânea, desde janeiro de 2005, vem debatendo as modificações do Estatuto do Magistério Público Municipal de Ipirá e sua regulamentação no que se refere às Eleições para Diretores e Vices das Escolas públicas no município de Ipirá e a convenção da Licença Prêmio em pecúnia dentre outros pontos. No mesmo sentido, a criação do novo Plano de Carreira com o objetivo de adequá-lo a realidade, cumprindo o que prevê a Lei Federal 11.494 de junho deste ano que cria o Fundeb, que exige dos municípios sua implementação para o bom gerenciamento dos recursos do Fundo. Essa adequação objetiva não só manter os direitos existentes, como ampliá-los.
Na última assembléia, dia 23 de outubro, foram apresentados aos professores presentes o agendamento das reivindicações, tendo como compromisso firmado entre a categoria e o prefeito Diomário, que até o dia 13 de novembro de 2007, será encaminhado ao Legislativo as modificações do Estatuto do Magistério, como também o Plano de Cargos e Salários do Magistério.
Como a regulamentação das Eleições para Diretor e vice não depende diretamente do Poder Legislativo, cabe somente ao Prefeito fazê-lo em forma de decreto e, conforme agendado com a APLB Sertânea, a regulamentação acontecerá ainda no mês de novembro, o que viabilizará as eleições em Março de 2008. Com as eleições, pretende-se, principalmente, anular a manutenção das práticas tradicionalistas calcadas no clientelismo e no favorecimento pessoal de agentes políticos, que inibem as posturas universalistas reforçadoras da cidadania.
O professor Arismário conclamou à categoria a estarem em estado de alerta, vigilante às data estabelecidas, pois, caso a agenda não seja cumprida, a categoria promete intensificar suas ações.
Quanto ao Piso Salarial, a Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara Federal aprovou na quarta-feira, 3, a instituição do Piso Salarial Nacional de R$ 950/mês para os profissionais do Magistério Público da Educação Básica. A criação do piso era uma reivindicação de décadas da categoria. O projeto, antes de ir a plenário, ainda passará pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Catasp), Finanças e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Depois da tramitação na Câmara, retornará ao Senado, onde terá caráter conclusivo.
O piso instituído ficou em R$ 950,00/mês para uma jornada de 40 horas semanais.
O texto aprovado prevê ainda a implantação gradativa do valor, com sua totalidade passando a vigorar em janeiro de 2010.


Fábio Leite