O
parecer agora vai para o Supremo Tribunal Federal
(STF) e deve ser examinado pelo relator da matéria,
ministro Joaquim Barbosa. O piso salarial foi aprovado
no Senado e sancionado pelo presidente Lula em junho
deste ano.
Com
a mudança no valor pago, a União deve
entrar com uma parte dos recursos necessários
em estados e municípios que não consigam
garantir o pagamento dos R$ 950, com verbas do Fundo
da Educação Básica (Fundeb),
no valor de R$ 6 bilhões até 2010. No
entanto, os governadores reclamam que esse valor provoca
despesas exageradas aos estados, municípios
e ao Distrito Federal, além de não ter
sido previsto no orçamento.
Eles
também questionam o fato de a lei determinar
o pagamento retroativo a janeiro deste ano. Os mesmos
questionamentos já foram feitos por instituições
como o Conselho Nacional de Secretários de
Educação (Consed) e a União Nacional
dos Dirigentes Municipais (Undime).
Pontos
referentes à jornada de trabalho e à
carga horária para o desempenho das atividades
de interação com os alunos também
são contestados pelos governos estaduais.
O
procurador-geral argumenta que a fixação
do piso já estava prevista pela Emenda Constitucional
53, promulgada em 2003, e que por isso os entes federados
deveriam estar preparados para cumprir a determinação
legal. Também por conta dessa emenda, Antonio
Fernando de Souza argumenta que os governadores não
podem alegar falta de dotação orçamentária.
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